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Monday
Sep242012

Um duro dia de trabalho pela noite adentro

Geralmente o pôr do Sol é um sinal de que acabou mais um dia de trabalho. As luzes da cidade vão-se acendendo lentamente, à medida que as pessoas voltam para suas casas, desejando aproveitar a começo da noite e depois descansar. No entanto, este cenário não se aplica aos astrônomos que trabalham num observatório como o do Cerro Paranal do ESO, no Chile. As observações começam assim que o Sol desaparece por baixo do horizonte. Tudo tem que estar pronto antes de escurecer.

Esta fotografia panorâmica mostra o Very Large Telescope do ESO (VLT) tendo como fundo um bonito entardecer no Cerro Paranal. As cúpulas do VLT destacam-se na imagem, à medida que os telescópios no seu interior se preparam para uma noite a estudar o Universo. O VLT é o telescópio óptico mais poderoso e avançado do mundo, composto por quatro telescópios com espelhos primários de 8,2 metros de diâmetro e quatro telescópios auxiliares móveis de 1,8 metros, os quais podem ser vistos no canto esquerdo da imagem.

Os telescópios podem igualmente trabalhar em conjunto como um único telescópio gigante, o Interferômetro do Very Large Telescope (VLTI) do ESO, o qual permite aos astrônomos observar com o maior detalhe possível. Esta configuração só é utilizada num número limitado de noites por ano. Na maior parte do tempo, os telescópios de 8,2 metros são utilizados individualmente.

Nos últimos 13 anos, o VLT teve um grande impacto na astronomia observacional. Com o advento do VLT, a comunidade astronômica europeia inaugurou uma nova era de descobertas, entre as quais se destacam o acompanhamento das estrelas que orbitam o buraco negro central da Via Láctea e a primeira imagem de um planeta extrasolar, para citar duas das Dez Maiores Descobertas Astronômicas do ESO.

Os quatro telescópios do VLT têm nomes de objetos celestes na língua Mapuche, que é uma língua nativa milenar dos povos indígenas do Chile e da Argentina. Da esquerda para a direita temos Antu (UT1; o Sol), Kueyen (UT2; a Lua), Melipal (UT3; o Cruzeiro do Sul) e Yepun (UT4; Vênus).

Esta fotografia foi tirada pelo Embaixador Fotográfico do ESOBabak Tafreshi. 

Crédito:

ESO/B. Tafreshi (twanight.org)

Fonte:

http://www.eso.org/public/brazil/images/potw1239a/